Genética e Aquacultura
Tal como
em vários outros organismos - animais e plantas - a diversidade dos peixes está
presentemente comprometida devido a uma sobreexploração e modificação do
habitat (incluindo poluição).
Os dados genéticos são muito diversos e estão
largamente divulgados na literatura
para mais, as transferências de plasma gérmico -
intencional e acidental - causaram fortes mudanças genéticas em numerosas
populações (principalmente de água doce) de peixes. Estes impactos só podem ser
diminuídos através do conhecimento da genética das populações de peixes, tanto
em cativeiro como na vida selvagem.
O estudo
da genética produz um extenso campo de dados
tais como: cariótipos, dados de electroforese; valores de
hereditariedade; dados de estudos de selecção e melhoramento genético; e dados
de genética molecular. estes
dados estão largamente espalhados na literatura, fazendo estudos comparativos
muito maçadores. As tabela da FishBase, foram desenhadas para ultrapassar este
problema, i.e., apoiar a aquisição, armazenamento e uso do conhecimento
genético, e está dividida em 4 partes:
·
GENÉTICA - apresenta
características específicas das espécies, tais como: número e morfologia dos
cromossomas; marcadores genéticos; conteúdo das células de DNA.
·
DADOS DE ELECTROFORESE
- apresenta para as populações estudadas, os diferentes estudos, locci,
frequência de alelos observados e estatística relacionada.
·
GENEDAT - apresenta
valores de hereditariedade e resposta à selecção.
·
RAÇAS- apresenta
informação chave sobre raças cultivadas de tilapia e carpa, tais como a origem
e tamanho dos fundadores de stock, características distintivas, número de
reprodutores efectivos, etc.
As secções seguintes fornecem informação detalhada
sobre cada uma destas 4 tabelas.
Christine Casal e Liza Agustin
Dados
cariológicos e do conteúdo do DNA celular são importantes nos estudos genéticos
e sistemáticos de peixe.
Campos: Nº de
cromossomas - Os campos fornecidos
para o nº de cromossomas são: haplóide/gamético e diplóide/zigótico. Se o nº de
cromossomas é variável, o intervalo é dado para os campos de nº de cromossoma
diplóide/zigótico.

Fig. 41.
Número de cromossomas de Oreochromis niloticus niloticus (44) comparado com as restantes espécies,
organizadas em sequência filogenética de primitivas (esquerda) até actuais
(direita). Repare na dimunuição do número e variância de cromossomas nos grupos
mais evoluídos. Consulte a Caixa 24.
Tipo de cromossoma - é aqui dado o nº de cromossomas de diferentes tipos:
Metacêntrico
- Cromossomas cujos centrómeros estão mais ou menos a meio entre cada
extremidade, formando dois braços de cromossoma com o mesmo comprimento.
Submetacêntrico - Cromossomas cujos centrómeros não estão ao meio do cromossoma (a
razão entre o braço longo e o curto é aproximadamente 2:1).
Subtelocêntrico - Cromossomas com um posicionamento terminal do centrómero, formando
braços de cromossoma desiguais (a razão entre o braço longo e o curto é cerca
de 3:1).
Telocêntrico/Acrocêntrico - Cromossomas cujo centrómero aparenta estar
colocado na extremidade do cromossoma (razão entre o braço longo e curto é de
1:0).
Os dados de cariótipos são muito importantes para os
sistematas
Meta-submetacêntrico -
Cromossomas metacêntricos e submetacêntricos.
Subtelo-acrocêntricos - Cromossomas subtelocêntricos e acrocêntricos.
Nº de braços do cromossoma: Este campo dá-nos o número total de braços do
cromossoma, o que está bastante dependente do tipo de cromossoma (ex., o
cromossoma metacêntrico tem 2 braços, enquanto que o telocêntrico tem apenas
1).
Mecanismo de determinação do sexo: Este campo fornece informação sobre o modo como os
machos e fêmeas são designados (as escolhas incluem xx-xy, xx-xo, etc.para aqueles
com cromossomas sexuais ou sem cromossomas heteromórficos ligados ao sexo).
Marcadores genéticos: este
campo indica-nos se existe algum marcador genético na espécie, e as escolhas
são sim ou não. O marcador é uma característica fenótipica (ex. aloenzima,
banda do cromossoma, etc.) que pode ser utilizada para inferir o genótipo do
organismo.
Conteúdo em DNA: O conteúdo celular haplóide específico é aqui dado. Se existem
referências com valores diferentes dos da tabela, estes encontram-se no campo notas.
Caixa 24. ADN, tamanho celular e modo de natação.
O teor em ADN das células
animais e vegetais é extremamente variável e têm surgido poucas
generalizações que possam ser
utilizadas para prevêr a quantidade de AND existente nas células de um dado
grupo de organismos.
A mais poderosa das
generalizações existente refere que o conteúdo de ADN varia com o tamanho da
célula, sugerindo uma proporcionalidade entre o teor de ADN por célula e a
quantidade de material celular envolvido nas várias sínteses controladas pelo ADN.
Esta generalização implica
essencialmente que o conteúdo de ADN por célula, tal como registado na tabela
GENÉTICA é uma medida do tamanho da célula (Cavalier-Smith 1991).
Dada a tendência existente
para organismos com células grandes terem baixas taxas metabólicas (von
Bertalanffy 1951), animais com células grandes (por ex. peixes pulmonados, que
reduzem a sua taxa metabólica em certos períodos) terão tendência para possuir
bastante ADN por célula (Thompson 1972).
Nos peixes, existe um padrão
claro de declínio do número de cromossomas e ADN (e do tamanho da célula) com a
deriva genética. As percas (com um número elevado na classificação de Nelson
(1994)) exibem uma variação de conteúdo de ADN muito menor do que as formas mais
primitivas e generalistas (Hinegardner e Rosen 1972, Fig.
41). Repare que o número e teor de ADN não estão correlacionados, tal como
indicado por Cavalier-Smith (1991) e confirmado
por um gráfico da FishBase que não se encontra reproduzido neste volume).
Podemos pensar que este facto
resulta de contrangimentos metabólicos, com o tamanho da célula a diminuir com
a evolução da performance metabólica, como é mostrado, por ex., pelos atuns
(Cavalier-Smith 1991).
Contudo, como também
salientado por Cavalier-Smith (1991),
existe um limite inferior de tamanho celular: os capilares (que são formados
por células únicas) não podem ter um diâmetro muito inferior que o das células
sanguíneas.
Tendo em consideração o que
acima foi dito, podemos pôr a hipótese que um gráfico do conteúdo de ADN vs a razão de aspecto caudal do peixe
(um índice de intensidade metabólica, veja a tabela MODO DE NATAÇÃO) deverá ter
na parte esquerda do gráfico uma grande variação de ADN associada com baixas
razão aspecto (incluindo a razão aspecto estabelecida a 0.5 para representar os
peixes que não utilizam a barbatana caudal como orgão principal de propulsão, e
têm geralmente baixas taxas metabólicas), e uma pequena variação de AND,
associada a elevadas razão aspecto, no lado direito. A figura 43 mostra estas
características, corroborando assim as hipóteses que relacionam o teor em ADN –
via tamanho celular - com a taxa metabólica.
Referências
Cavalier-Smith,
T. 1991. Coevolution of vertebrate genome, cell and nuclear sizes, p.
51-86. In G. Ghiara et al. (eds.)
Symposium on the evolution of terrestrial vertebrate. Selected Symposia and
Monographs. U.Z. I. 4, Modena.
Hinegardner,
R. and D.E. Rosen. 1972. Cellular DNA content
and the evolution of teleostean fishes. Am. Nat. 106(951):621-644.
Nelson,
J.S. 1994. Fishes of the world. 3rd ed. John Wiley and Sons,
Inc., New York. 600 p.
Thompson,
K.S. 1972. An attempt to reconstruct evolutionary changes in the
cellular DNA content of lungfish. J. Exp. Zool. 180:362-372.
von
Bertalanffy, L. 1951. Theoretische Biologie Vol. II. A Francke A.G. Verlag, Bern.
418 p.
Daniel Pauly, Christine
Casal e Maria
Lourdes D. Palomares

Fig. 42. Conteúdo de DNA de Oreochromis niloticus niloticus comparado com outras espécies.
Repare que a diminuição de ADN das formas mais primitivas (esquerda) para as
mais evoluídas (direita) é similar à
diminuição independente de cromossomas (Fig. 41).

Fig.
43. Conteúdo de ADN como uma medida do tamanho celular vs razão do aspecto da barbatana caudal (A) como medida de
actividade. Consulte a caixa 24 e a Fig. 38.
Sequência do DNA: É uma escolha que apenas informa se as sequências de DNA foram ou não
estudadas para a espécie.
Análise do DNA mitocondrial: É uma escolha que apenas informa se o DNA
mitocondrial foi estudado para a espécie.
Notas: É
um campo com uma miscelânea de comentários, ex., presença de rearranjos
estruturais, características especiais dos cromossomas, mecanismos de
determinação do sexo, poliploidização, existência ou não de alguns marcadores
morfológicos.
Estado Até à data, a tabela GENÉTICA cobre mais de 950
espécies, com informação extraída de 350 referências.
Fontes Apesar de existirem listagens de nº de cromossomas e
cariótipos de diferentes grupos de peixe, ex., Post (1965), Hinegardner and
Rosen (1972), Gold et al. (1980) e Gold et. al (1990), Jianxun et al.
(1991), Porto et al.
(1992), Suzuki (1992) e
Vasil’yev e Grogoryan (1992), a
maior parte das nossas fontes são artigos que apenas tratam de uma a quatro
espécies, tal como Fontana (1994).
Como Lá Chegar Chega-se à tabela GENÉTICA clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA.
Agradecimentos Queremos agradecer a P. Yershov pelos seus conselhos
na estrutura e conteúdo desta tabela.
Referências Agnèse,
J.-F., T. Oberdorff and C. Ozouf-Costaz. 1990. Karyotypic study of
some species of family Mochokidae (Pisces, Siluriformes): evidence of female
heterogamety. J. Fish Biol. 37:375-381.
Fontana, F. 1994.
Chromosomal nucleolar organizer regions in four sturgeon species as markers of
karyotype evolution in Acipenseriformes (Pisces). Genome 37(5):888-892.
Gold, J.R., W.J. Karel and M.R.
Strand. 1980. Chromosome formulae of North American fishes.
Prog. Fish Cult. 42:10-23.
Gold, J.R., C.J. Ragland and L.J.
Schliesing. 1990. Genome size variation and evolution in North
American cyprinid fishes. Genet. Sel. Evol. 22:11-29.
Hinegardner, R. and D.E.
Rosen. 1972. Cellular DNA content and the evolution of teleostean fishes. Am. Nat.
106(951):621-644.
Jianxun, C., R. Xiuhai and Y. Qixing. 1991. Nuclear DNA content variation in fishes.
Cytologia 56:425-429.
Porto, J.I.R., E. Feldberg, C.M. Nakayama and J.N.
Falcao. 1992. A checklist of chromosome numbers and
karyotypes of Amazonian freshwater fishes. Rev. Hydrobiol. Trop. 25(4):287-299.
Post, A. 1965.
Vergleichende Untersuchungen der Chromosomenzahlen bei Sübwasser-Teleosteern. Z. Zool. Syst. Evolut. Forsch.
3:47-93.
Suzuki, A. 1992.
Chromosome and DNA studies of eight species in the family Cobitidae (Pisces,
Cypriniformes). Kromosome 67-68:2275-2282.
Vasil’yev, V.P. and K.A.
Grogoryan. 1992. Karyology of fishes from the family Gobiidae.
Vopr. Ikhtiol. 32(5):27-40.
Liza
Agustin e Christine Casal
A tabela
ELECDAT (dados de electroforese)
Informação sobre recursos genéticos é muito
importante para a aquacultura, gestão e conservação.
A informação baseada em
electroforese foi disposta em 3 tabelas: A tabela ELECTSTUDIES (Estudos de
electroforese), que nos dá uma imagem dos estudos conduzidos em diferentes
populações de certas espécies; a tabela ELECTDAT (dados de electroforese) que
nos dá os loci que foram sondados em certos estudos; e a tabela ELECTSUB que
contém os alelos que foram detectados em certos loci.
No seu
conjunto, as tabelas informam sobre a estrutura e variabilidade genética de
populações naturais e cultivadas. Isto é importante para a selecção de
espécies/raças para a aquacultura e ajuda em programas de gestão e conservação
de stocks naturais.
Conforme
mais dados vão entrando nesta tabela, será possível identificar falhas na
investigação (i.e., poucos estudos em espécies importantes) e os métodos mais
apropriados para a caracterização genética de várias espécies.
As
tabelas contêm frequências alélicas de estudos de electroforese de populações
de peixes, tanto selvagens como de cultivo. Também contêm informação sobre
enzimas, número total de loci estudados, tecidos e sistema tampão utilizados,
valores de heterozigotia e proporções de loci polimórficos. Os campos das
tabelas são:
Campos Localidade
e País: referem o local onde os
espécimes foram recolhidos.
Nº total de loci: Este campo refere o nº de loci examinados.
A heterozigotia é um indicador de potencial reprodução selectiva
Heterozigotia observada: é a
proporção de indivíduos, numa população, que são heterozigóticos num
determinado número de loci. Um indivíduo com 2 alelos diferentes num locus
particular é chamado heterozigótico. Um indivíduo é chamado homozigótico,
quando dois alelos num locus particular são iguais.
Heterozigotia esperada: é por outro lado, a proporção de indivíduos que são
heterozigóticos esperados, baseados nas frequências alélicas e assumindo o
equilíbrio de Hardy-Weinberg. Isto é computerizado para cada locus, população e
espécie, e descreve por exemplo, o potencial para reprodução selectiva (Fig.
44).
A electroforese em gel é o método mais comum
Loci polimórficos: refere-se
ao número de loci que numa amostra são polimórficos a dividir pelo nº total de
loci examinados (Fig. 45). Para homogeneizar os dados, o critério 95% é aqui
utilizado, onde um locus é considerado polimórfico se a frequência do alelo
mais comum não ultrapassa 0,95. Se os dados se referem ao critério 99%, isso
será indicado no campo comentários.
Método: é
um campo de escolha que refere o tipo de electroforese utilizado. A
electroforese em gel é um dos métodos mais frequentes para estudar a variação
genética individual ao nível de raças e de espécies. Quatro escolhas são dadas:
gel de amido; gel de poliacrilamido; sulfato dodecil de sódio; outros métodos.

Fig. 44. Heterozigotia esperada vs observada para Oreochromis niloticus niloticus (pontos escuros) e para outras
espécies. A linha representa proporções de 1 : 1.
Sistema tampão: Este campo refere-se ao sistema tampão electroforético
utilizado para uma clara resolução de proteínas e enzimas específicas. Os
quinze sistemas tampão mais utilizados estão descritos em Boyer et al (1963);
Ridgway et. al. (1970), Shaw e Prasad (1970), Selander et al. (1971), e Clayton
e Tretiak (1972).
pH:
Refere-se à acidez ou basicidade do sistema tampão utilizado.
Enzima:
Este campo de escolha inclui nomes, abreviaturas e número recomendado de
enzimas e outras proteínas, normalmente analisada em trabalhos de genética de peixes.
Os nomes e número utilizados baseiam-se na nomenclatura recomendada pelo “International Union of Biochemistry’s
Nomenclature Committee” (Shaklee et al. 1990)
Locus:
refere-se à localização ou posição específica de um gene no cromossoma. Um gene
é um comprimento específico do DNA (ácido desoxirribonucleico) ocupado por um
locus. Um locus é chamado monomórfico se apenas um alelo é conhecido e
polimórfico quando existem dois ou mais alelos no locus. quando dois ou mais loci estão
envolvidos na produção de diferentes formas da mesma proteína (isoenzimas), o
locus mais anodal é designado por 1, a seguir 2 e assim sucessivamente. Por
vezes o locus é designado por letras, o mais anodal é designado por A, o
seguinte B e assim sucessivamente.

Tecido: Refere-se ao tipo de amostra de tecido utilizado na
electroforese. As escolhas disponíveis são: músculo esquelético; músculo
visceral; coração; rim; fígado; sangue; muco; lente ocular; corpo inteiro;
outras. A última escolha refere-se a tecidos que se encontram no campo comentários.
Fig. 45.
Polimorfismo vs heterozigotia
esperada de Oreochromis niloticus
niloticus (pontos escuros) e
espécies diversas (pontos claros).
Amostra:
este campo refere-se ao número de amostras estudadas por local ou por
população.
Alelo: é
uma das várias formas alternativas de um gene específico. Os alelos
distinguem-se pelos produtos das suas proteínas (enzimas) durante a
electroforese. A mobilidade electroforética relativa das enzimas num zimograma
é expressa em termos numéricos. As mobilidades relativas são calculadas
baseadas no alelo mais comum, que é considerado 100 (ou -100 para locus
catódicos). O sinal negativo assinala um alelo com mobilidade catódica.
A Frequência alélica: de um determinado
locus é calculada usando a seguinte fórmula: Frequência do alelo A = 2 (frequência do genótipo AA) + (frequência do genótipo Aa)/2n, onde n= número de
indivíduos estudados.
Estado Esta tabela contém mais de 11,000 registos (um
registo representa alelos num simples locus) de frequências alélicas para 800
populações/raças de peixe. A actualização desta base de dados em colaboração e
utilizando referências identificadas por Skibinski et al. (1991) fará desta
tabela o mais longo repositório de dados sobre variabilidade genética de
peixes.
·
A linha de
correspondência entre heterozigotia esperada e observada (Fig. 44);
·
A relação entre
conteúdo em ADN e ordem filogenética, de acordo com Fishes of the world (Nelson, 1994) (Fig. 42);
·
A relação entre o
número de cromossomas e teor de ADN; e
·
A relação entre o teor
de AND e a razão aspecto da barbatana caudal (Fig. 43 e Caixa 24).
Todos
estes gráficos podem ser acedidos através da tabela GENÉTICA,activando a espécie.
Em alternativa, pode seleccioná-los no menú Gráficos em Relatórios.
Fontes As
referências mais importantes utilizadas são Winans (1980), McAndrew e Magumder
(1983), Macaranas et al. (1986, 1995), van der Bank et al. (1989) e Carvalho et
al. (1991) Pouyaud and Agnèse (1995).
Atingir
a cobertura completa das frequências alélicas e relatar a informação sobre
peixes já publicada, é ainda um grande desafio, e envolve a resolução de
problemas devido à falta de homogeneização entre publicações, o que impede
ainda a associação de dados (Agustin et al. 1993, 1994).
Como Lá Chegar Chega-se à tabela ELECSTUDIES clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA, depois no
botão Frequência Alélica. Aqui, é
dada uma lista de populações estudadas, e clicando na localidade específica,
aparecem detalhes do estudo específico.
Deste
ponto, chega-se à tabela ELECDAT clicando no botão Dados De Electroforese. Uma lista de enzimas utilizadas aparece, e
clicando numa enzima em particular, os detalhes sobre a mesma são fornecidos.
Um alelo é uma das várias formas alternativas de um
gene específico
Chega-se à tabela
ELECSUB clicando no botão Frequência
Alélica no fim desta janela.
Agradecimentos Queremos agradecer a R. Brummett, A. E. Eknath, G. C.
Mair, J. McGlade, D. Pauly, R. S. V. Pullin, and D. Skibinski, pelos seus
conselhos na estrutura e conteúdo desta
tabela.
Referências
Agustin, L.Q., R. Froese, A.E. Eknath and R.S.V. Pullin. 1993. Documentation of
genetic resources for aquaculture - the role of FishBase, p.
63-68. In D. Penman, N. Roongratri
and B. McAndrew (eds.) International
Workshop on Genetics in Aquaculture and Fisheries Management. ASEAN-EEC
Aquaculture Development and Coordination Programme, Bangkok, Thailand.
Agustin, L.Q., M.L.D. Palomares and G.C. Mair. 1994. FishBase: a repository of genetic information
on fish. Poster presented at the Fifth International Symposium on Genetics in
Aquaculture, 19-25 June 1994, Dalhousie University, Halifax, Nova Scotia,
Canada.
Boyer, S.H., D.C. Fainer and E.J.
Watson-Williams. 1963. Lactate dehydrogenase variant from human
blood: evidence for molecular subunits. Science 141:642-643.
Carvalho, G.R., P.W. Shaw, A.E. Magurran and B.H.
Seghers. 1991. Marked genetic divergence revealed by
allozymes among populations of the guppy Poecilia
reticulata (Poeciliidae), in Trinidad. Biol. J. Linn. Soc. 42:389-405.
Clayton, J.W. and D.N.
Tretiak. 1972. Amine-citrate buffers for pH control in
starch gel electrophoresis. J. Fish. Res. Board Can. 29:1169-1172.
Macaranas, J.M., N. Taniguchi, M.J.R. Pante, J.B. Capili and R.S.V. Pullin. 1986. Electrophoretic evidence for extensive hybrid gene introgression into commercial Oreochromis niloticus (L.) stocks in the
Philippines. Aquacult. Fish. Manage. 17:249-258.
Macaranas, J.M., L.Q.
Agustin, M.C.A. Ablan, M.J.R. Pante, A.E. Eknath and R.S.V.
Pullin. 1995. Genetic improvement of farmed tilapias:
biochemical characterization of strain differences in Oreochromis niloticus. Aquaculture International 3:43-54.
McAndrew, B.J. and K.C. Majumdar. 1983. Tilapia stock identification using electrophoretic markers. Aquaculture
30:249-261.
Nelson, J.S. 1994. Fishes of the world. 3rd edition. John Wiley
and Sons, New York. 600 p.
Pouyaud, L. and J.-F.
Agnèse. 1995. Phylogenetic relationships between 21 species
of three tilapiine genera Tilapia,
Sarotherodon and Oreochromis
using allozyme data. J. Fish Biol. 47(1):26-38.
Ridgway, G.J., S.W.
Sherburne and R.D.
Lewis. 1970. Polymorphism in the esterases of Atlantic
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Selander, R.K., M.H. Smith, S.Y. Yang, W.E. Johnson and J.B.
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the genus Peromyscus. I. Variation in
the old field mouse (Peromyscus
polionotus). Studies in Genetics VI. Univ. Texas Publ. 7103:49-90.
Shaklee, J.B., F.W.
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Whitt. 1990. Gene nomenclature for protein-coding loci in fish. Trans. Am. Fish. Soc.
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Shaw, C.R. and R. Prasad. 1970. Starch gel electrophoresis of enzymes - a compilation of recipes. Biochem. Genet.
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Skibinski, D.O.F., M. Woodwark and R.D.
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Swansea, Wales and CSIRO Division of Fisheries, Tasmania, Australia. (MS). 16
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van der Bank, F.H., W.S. Grant and J.T.
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Winans, G.A. 1980. Geographic variation in the milkfish Chanos chanos. I. Biochemical evidence.
Evolution 34(3):558-574.
Esta
tabela procura ajudar à aplicação da genética na aquacultura moderna, e
portanto, contém dados de hereditariedade e respostas à selecção. O
melhoramento genético de peixes em cativeiro requer programas reprodutores que
salientem características de grande importância económica (tais como taxa de
crescimento, idade de maturação, qualidade da carcaça e muito mais). Os campos
desta tabela são:
Campos Localidade
e País: refere o local onde a
experiência foi realizada.
Características: é um campo de escolha que dá a característica fenotípica desejada para
melhorar uma reprodução selectiva. As escolhas incluem: taxa de crescimento;
idade da primeira maturação; tamanho de primeira maturação; número de ovos;
tamanho dos ovos; peso dos ovos; sobrevivência dos ovos; sobrevivência larvar;
resistência às doenças; comportamento; resistência a factores ambientais; peso
com pele; qualidade da carcaça; conteúdo em gorduras; conteúdo proteico;
conversão em alimento; modificações anatómicas. A cor e outras características
não incluídas aqui serão mencionadas no campo comentários.
Média:
Refere-se ao valor médio da característica investigada.
Unidade:
Dá a unidade de medida de uma característica (ex. gramas, semanas, mm).
SD:
Refere-se ao desvio padrão à média dessa característica.
CV:
Refere-se ao coeficiente de variação de uma característica investigada e é definido
pela fórmula CV=SD/média
A heritabilidade determina a probabilidade de uma característica
passar ou não para a geração seguinte
Heritabilidade (h2):
Refere-se à variância genética adicional na variação fenotípica total, i.e.,
irá a característica expressar-se ou passar para a descendência ou geração
seguinte? Se a característica é suficientemente hereditária, a reprodução
selectiva será bastante efectiva. no
entanto se h2 é baixo, i.e., próximo de zero, significa que foram os
factores ambientais que causaram a maior parte da variação, e por isso poucos
ganhos genéticos serão obtidos através da selecção.
SE: refere
o erro padrão da média da heritabilidade.
Método: É
um campo de escolha múltipla que refere o método de calcular a hereditariedade.
As escolhas são: análise sib; regressão descendência/progenitores; hereditariedade realizada; outros. Os métodos
que não estão aqui incluídos, encontram-se mencionados no segundo campo de comentários.
Estudos de selecção: É um campo de escolha que refere se foram ou não realizados estudos de
selecção.
Resposta (%):
Dá a resposta à selecção expressa em percentagem.
Método: É
um campo de escolha múltipla que refere o método de selecção. As escolhas são:
selecção em massa; selecção individual; selecção sib; selecção familiar;
selecção dentro da família; índice de selecção e selecção tandem; outros. Os
métodos não incluídos aqui estão mencionados no terceiro campo de comentários.
Estado Até à data, 200 registos de mais de 15 espécies e
raças foram incluídas. A informação foi obtida de referências como Gjedrem
(1983), Gjerde (1986) e Tave (1988).
Como Lá Chegar Chega-se à tabela GENEDAT clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA e no botão Hereditariedade na janela seguinte.
Referências Gjedrem, T.
1983. Genetic variation in quantitative traits and selective breeding in fish
and shellfish. Aquaculture, 33: 51-72.
ICLARM e FAO estão a criar um registo de raças
Gjerde, B., 1986. Growth and reproduction in fish and
shellfish. Aquaculture, 57: 37-55.
Tave, D., 1988. Genetics and breeding of tilapia: a review, p. 285-293, In R. S. V. Pullin, T. Bhukaswan, K.
Tonguthai and J. L. Maclean (Eds.). The Second International Symposium on
Tilapia in Aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 15, 623p.
Christine Casal e Liza Agustin
Esta
tabela, que permite documentar o ancestral das raças cultivadas de peixe,
começou por ser desenvolvida para servir como REGISTO DAS RAÇAS DE TILAPIA,
como recomendado pelo The second International
Symposium on Tilapia in Aquaculture (ISTA II), 1987, Bangkok, Tailândia
(Pulin 1988). Foi posteriormente aumentada de forma a abranger outras espécies
utilizadas em aquacultura, como decidido nos artigos 7 e 10 da convenção da
Diversidade Biológica (Unep), em colaboração com o Dr. Devin Bentlay da FAO.
Ambas as organizações irão cooperar de forma a criarem nomenclatura padronizada
de raças. Os dados genéticos, que incluem a história da população fundadora,
gestão do stock e descrição dos caracteres distintivos das raças ajudarão na
utilização e conservação das variações genéticas intraespecificas em
aquacultura.
Campos