Genética e Aquacultura

Tal como em vários outros organismos - animais e plantas - a diversidade dos peixes está presentemente comprometida devido a uma sobreexploração e modificação do habitat (incluindo poluição).

Os dados genéticos são muito diversos e estão largamente divulgados na literatura

 
para mais, as transferências de plasma gérmico - intencional e acidental - causaram fortes mudanças genéticas em numerosas populações (principalmente de água doce) de peixes. Estes impactos só podem ser diminuídos através do conhecimento da genética das populações de peixes, tanto em cativeiro como na vida selvagem.

O estudo da genética produz um extenso campo de dados  tais como: cariótipos, dados de electroforese; valores de hereditariedade; dados de estudos de selecção e melhoramento genético; e dados de genética molecular. estes dados estão largamente espalhados na literatura, fazendo estudos comparativos muito maçadores. As tabela da FishBase, foram desenhadas para ultrapassar este problema, i.e., apoiar a aquisição, armazenamento e uso do conhecimento genético, e está dividida em 4 partes:

·       GENÉTICA - apresenta características específicas das espécies, tais como: número e morfologia dos cromossomas; marcadores genéticos; conteúdo das células de DNA.

·       DADOS DE ELECTROFORESE - apresenta para as populações estudadas, os diferentes estudos, locci, frequência de alelos observados e estatística relacionada.

·       GENEDAT - apresenta valores de hereditariedade e resposta à selecção.

·       RAÇAS- apresenta informação chave sobre raças cultivadas de tilapia e carpa, tais como a origem e tamanho dos fundadores de stock, características distintivas, número de reprodutores efectivos, etc.

As secções seguintes fornecem informação detalhada sobre cada uma destas 4 tabelas.

Christine Casal e Liza Agustin

A tabela GENÉTICA

Dados cariológicos e do conteúdo do DNA celular são importantes nos estudos genéticos e sistemáticos de peixe.

Campos:                                     Nº de cromossomas - Os campos fornecidos para o nº de cromossomas são: haplóide/gamético e diplóide/zigótico. Se o nº de cromossomas é variável, o intervalo é dado para os campos de nº de cromossoma diplóide/zigótico.

 


Fig. 41. Número de cromossomas de Oreochromis niloticus niloticus (44) comparado com as restantes espécies, organizadas em sequência filogenética de primitivas (esquerda) até actuais (direita). Repare na dimunuição do número e variância de cromossomas nos grupos mais evoluídos. Consulte a Caixa 24.

 


Tipo de cromossoma - é aqui dado o nº de cromossomas de diferentes tipos:

Metacêntrico - Cromossomas cujos centrómeros estão mais ou menos a meio entre cada extremidade, formando dois braços de cromossoma com o mesmo comprimento.

Submetacêntrico - Cromossomas cujos centrómeros não estão ao meio do cromossoma (a razão entre o braço longo e o curto é aproximadamente 2:1).

Subtelocêntrico - Cromossomas com um posicionamento terminal do centrómero, formando braços de cromossoma desiguais (a razão entre o braço longo e o curto é cerca de 3:1).

Telocêntrico/Acrocêntrico - Cromossomas cujo centrómero aparenta estar colocado na extremidade do cromossoma (razão entre o braço longo e curto é de 1:0).

Os dados de cariótipos são muito importantes para os sistematas

 
Meta-submetacêntrico - Cromossomas metacêntricos e submetacêntricos.

Subtelo-acrocêntricos - Cromossomas subtelocêntricos e acrocêntricos.

Nº de braços do cromossoma: Este campo dá-nos o número total de braços do cromossoma, o que está bastante dependente do tipo de cromossoma (ex., o cromossoma metacêntrico tem 2 braços, enquanto que o telocêntrico tem apenas 1).

Mecanismo de determinação do sexo: Este campo fornece informação sobre o modo como os machos e fêmeas são designados (as escolhas incluem xx-xy, xx-xo, etc.para aqueles com cromossomas sexuais ou sem cromossomas heteromórficos ligados ao sexo).

Marcadores genéticos: este campo indica-nos se existe algum marcador genético na espécie, e as escolhas são sim ou não. O marcador é uma característica fenótipica (ex. aloenzima, banda do cromossoma, etc.) que pode ser utilizada para inferir o genótipo do organismo.

Conteúdo em DNA: O conteúdo celular haplóide específico é aqui dado. Se existem referências com valores diferentes dos da tabela, estes encontram-se no campo notas.

Caixa 24. ADN, tamanho celular e modo de natação.

O teor em ADN das células animais e vegetais é extremamente variável e têm surgido poucas generalizações  que possam ser utilizadas para prevêr a quantidade de AND existente nas células de um dado grupo de organismos.

A mais poderosa das generalizações existente refere que o conteúdo de ADN varia com o tamanho da célula, sugerindo uma proporcionalidade entre o teor de ADN por célula e a quantidade de material celular envolvido nas várias sínteses  controladas pelo ADN.

Esta generalização implica essencialmente que o conteúdo de ADN por célula, tal como registado na tabela GENÉTICA é uma medida do tamanho da célula (Cavalier-Smith 1991).

Dada a tendência existente para organismos com células grandes terem baixas taxas metabólicas (von Bertalanffy 1951), animais com células grandes (por ex. peixes pulmonados, que reduzem a sua taxa metabólica em certos períodos) terão tendência para possuir bastante ADN por célula (Thompson 1972).

Nos peixes, existe um padrão claro de declínio do número de cromossomas e ADN (e do tamanho da célula) com a deriva genética. As percas (com um número elevado na classificação de Nelson (1994)) exibem uma variação de conteúdo de ADN muito menor do que as formas mais primitivas e generalistas (Hinegardner e Rosen 1972, Fig. 41). Repare que o número e teor de ADN não estão correlacionados, tal como indicado por Cavalier-Smith (1991) e confirmado por um gráfico da FishBase que não se encontra reproduzido neste volume).

Podemos pensar que este facto resulta de contrangimentos metabólicos, com o tamanho da célula a diminuir com a evolução da performance metabólica, como é mostrado, por ex., pelos atuns (Cavalier-Smith 1991).

Contudo, como também salientado por Cavalier-Smith (1991), existe um limite inferior de tamanho celular: os capilares (que são formados por células únicas) não podem ter um diâmetro muito inferior que o das células sanguíneas.

Tendo em consideração o que acima foi dito, podemos pôr a hipótese que um gráfico do conteúdo de ADN vs a razão de aspecto caudal do peixe (um índice de intensidade metabólica, veja a tabela MODO DE NATAÇÃO) deverá ter na parte esquerda do gráfico uma grande variação de ADN associada com baixas razão aspecto (incluindo a razão aspecto estabelecida a 0.5 para representar os peixes que não utilizam a barbatana caudal como orgão principal de propulsão, e têm geralmente baixas taxas metabólicas), e uma pequena variação de AND, associada a elevadas razão aspecto, no lado direito. A figura 43 mostra estas características, corroborando assim as hipóteses que relacionam o teor em ADN – via tamanho celular - com a taxa metabólica.

Referências

Cavalier-Smith, T. 1991. Coevolution of vertebrate genome, cell and nuclear sizes, p. 51-86. In G. Ghiara et al. (eds.) Symposium on the evolution of terrestrial vertebrate. Selected Symposia and Monographs. U.Z. I. 4, Modena.

Hinegardner, R. and D.E. Rosen. 1972. Cellular DNA content and the evolution of teleostean fishes. Am. Nat. 106(951):621-644.

Nelson, J.S. 1994. Fishes of the world. 3rd ed. John Wiley and Sons, Inc., New York. 600 p.

Thompson, K.S. 1972. An attempt to reconstruct evolutionary changes in the cellular DNA content of lungfish. J. Exp. Zool. 180:362-372.

von Bertalanffy, L. 1951. Theoretische Biologie Vol. II. A Francke A.G. Verlag, Bern. 418 p.

Daniel Pauly, Christine Casal e Maria Lourdes D. Palomares


 


Fig. 42. Conteúdo de DNA de Oreochromis niloticus niloticus comparado com outras espécies. Repare que a diminuição de ADN das formas mais primitivas (esquerda) para as mais evoluídas (direita)  é similar à diminuição independente de cromossomas (Fig. 41).

 

 


Fig. 43. Conteúdo de ADN como uma medida do tamanho celular vs razão do aspecto da barbatana caudal (A) como medida de actividade. Consulte a caixa 24 e a Fig. 38.

Sequência do DNA: É uma escolha que apenas informa se as sequências de DNA foram ou não estudadas para a espécie.

Análise do DNA mitocondrial: É uma escolha que apenas informa se o DNA mitocondrial foi estudado para a espécie.

Notas: É um campo com uma miscelânea de comentários, ex., presença de rearranjos estruturais, características especiais dos cromossomas, mecanismos de determinação do sexo, poliploidização, existência ou não de alguns marcadores morfológicos.

Estado                                         Até à data, a tabela GENÉTICA cobre mais de 950 espécies, com informação extraída de 350 referências.

Fontes                                         Apesar de existirem listagens de nº de cromossomas e cariótipos de diferentes grupos de peixe, ex., Post (1965), Hinegardner and Rosen (1972), Gold et al. (1980) e Gold et. al (1990), Jianxun et al. (1991), Porto et al. (1992), Suzuki (1992) e Vasil’yev e Grogoryan (1992), a maior parte das nossas fontes são artigos que apenas tratam de uma a quatro espécies, tal como Fontana (1994).

Como Lá Chegar                      Chega-se à tabela GENÉTICA clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA.

Agradecimentos                       Queremos agradecer a P. Yershov pelos seus conselhos na estrutura e conteúdo desta tabela.

Referências                               Agnèse, J.-F., T. Oberdorff and C. Ozouf-Costaz. 1990. Karyotypic study of some species of family Mochokidae (Pisces, Siluriformes): evidence of female heterogamety. J. Fish Biol. 37:375-381.

Fontana, F. 1994. Chromosomal nucleolar organizer regions in four sturgeon species as markers of karyotype evolution in Acipenseriformes (Pisces). Genome 37(5):888-892.

Gold, J.R., W.J. Karel and M.R. Strand. 1980. Chromosome formulae of North American fishes. Prog. Fish Cult. 42:10-23.

Gold, J.R., C.J. Ragland and L.J. Schliesing. 1990. Genome size variation and evolution in North American cyprinid fishes. Genet. Sel. Evol. 22:11-29.

Hinegardner, R. and D.E. Rosen. 1972. Cellular DNA content and the evolution of teleostean fishes. Am. Nat. 106(951):621-644.

Jianxun, C., R. Xiuhai and Y. Qixing. 1991. Nuclear DNA content variation in fishes. Cytologia 56:425-429.

Porto, J.I.R., E. Feldberg, C.M. Nakayama and J.N. Falcao. 1992. A checklist of chromosome numbers and karyotypes of Amazonian freshwater fishes. Rev. Hydrobiol. Trop. 25(4):287-299.

Post, A. 1965. Vergleichende Untersuchungen der Chromosomenzahlen bei Sübwasser-Teleosteern. Z. Zool. Syst. Evolut. Forsch. 3:47-93.

Suzuki, A. 1992. Chromosome and DNA studies of eight species in the family Cobitidae (Pisces, Cypriniformes). Kromosome 67-68:2275-2282.

Vasil’yev, V.P. and K.A. Grogoryan. 1992. Karyology of fishes from the family Gobiidae. Vopr. Ikhtiol. 32(5):27-40.

Liza Agustin e Christine Casal

 

A tabela ELECDAT (dados de electroforese)

Informação sobre recursos genéticos é muito importante para a aquacultura, gestão e conservação.

 
A informação baseada em electroforese foi disposta em 3 tabelas: A tabela ELECTSTUDIES (Estudos de electroforese), que nos dá uma imagem dos estudos conduzidos em diferentes populações de certas espécies; a tabela ELECTDAT (dados de electroforese) que nos dá os loci que foram sondados em certos estudos; e a tabela ELECTSUB que contém os alelos que foram detectados em certos loci.

No seu conjunto, as tabelas informam sobre a estrutura e variabilidade genética de populações naturais e cultivadas. Isto é importante para a selecção de espécies/raças para a aquacultura e ajuda em programas de gestão e conservação de stocks naturais.

Conforme mais dados vão entrando nesta tabela, será possível identificar falhas na investigação (i.e., poucos estudos em espécies importantes) e os métodos mais apropriados para a caracterização genética de várias espécies.

As tabelas contêm frequências alélicas de estudos de electroforese de populações de peixes, tanto selvagens como de cultivo. Também contêm informação sobre enzimas, número total de loci estudados, tecidos e sistema tampão utilizados, valores de heterozigotia e proporções de loci polimórficos. Os campos das tabelas são:

Campos                                      Localidade e País: referem o local onde os espécimes foram recolhidos.

Nº total de loci: Este campo refere o nº de loci examinados.

A heterozigotia é um indicador de potencial reprodução selectiva

 
Heterozigotia observada: é a proporção de indivíduos, numa população, que são heterozigóticos num determinado número de loci. Um indivíduo com 2 alelos diferentes num locus particular é chamado heterozigótico. Um indivíduo é chamado homozigótico, quando dois alelos num locus particular são iguais.

Heterozigotia esperada: é por outro lado, a proporção de indivíduos que são heterozigóticos esperados, baseados nas frequências alélicas e assumindo o equilíbrio de Hardy-Weinberg. Isto é computerizado para cada locus, população e espécie, e descreve por exemplo, o potencial para reprodução selectiva (Fig. 44).

A electroforese em gel é o método mais comum

 
Loci polimórficos: refere-se ao número de loci que numa amostra são polimórficos a dividir pelo nº total de loci examinados (Fig. 45). Para homogeneizar os dados, o critério 95% é aqui utilizado, onde um locus é considerado polimórfico se a frequência do alelo mais comum não ultrapassa 0,95. Se os dados se referem ao critério 99%, isso será indicado no campo comentários.

Método: é um campo de escolha que refere o tipo de electroforese utilizado. A electroforese em gel é um dos métodos mais frequentes para estudar a variação genética individual ao nível de raças e de espécies. Quatro escolhas são dadas: gel de amido; gel de poliacrilamido; sulfato dodecil de sódio; outros métodos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 


Fig. 44. Heterozigotia esperada vs observada para Oreochromis niloticus niloticus (pontos escuros) e para outras espécies. A linha representa proporções de 1 : 1.

Sistema tampão: Este campo refere-se ao sistema tampão electroforético utilizado para uma clara resolução de proteínas e enzimas específicas. Os quinze sistemas tampão mais utilizados estão descritos em Boyer et al (1963); Ridgway et. al. (1970), Shaw e Prasad (1970), Selander et al. (1971), e Clayton e Tretiak (1972).

pH: Refere-se à acidez ou basicidade do sistema tampão utilizado.

Enzima: Este campo de escolha inclui nomes, abreviaturas e número recomendado de enzimas e outras proteínas, normalmente analisada em trabalhos de genética de peixes. Os nomes e número utilizados baseiam-se na nomenclatura recomendada pelo “International Union of Biochemistry’s Nomenclature Committee” (Shaklee et al. 1990)

Locus: refere-se à localização ou posição específica de um gene no cromossoma. Um gene é um comprimento específico do DNA (ácido desoxirribonucleico) ocupado por um locus. Um locus é chamado monomórfico se apenas um alelo é conhecido e polimórfico quando existem dois ou mais alelos no locus. quando dois ou mais loci estão envolvidos na produção de diferentes formas da mesma proteína (isoenzimas), o locus mais anodal é designado por 1, a seguir 2 e assim sucessivamente. Por vezes o locus é designado por letras, o mais anodal é designado por A, o seguinte B e assim sucessivamente.


Tecido: Refere-se ao tipo de amostra de tecido utilizado na electroforese. As escolhas disponíveis são: músculo esquelético; músculo visceral; coração; rim; fígado; sangue; muco; lente ocular; corpo inteiro; outras. A última escolha refere-se a tecidos que se encontram no campo comentários.

 


Fig. 45. Polimorfismo vs heterozigotia esperada de Oreochromis niloticus niloticus  (pontos escuros) e espécies diversas (pontos claros).

Amostra: este campo refere-se ao número de amostras estudadas por local ou por população.

Alelo: é uma das várias formas alternativas de um gene específico. Os alelos distinguem-se pelos produtos das suas proteínas (enzimas) durante a electroforese. A mobilidade electroforética relativa das enzimas num zimograma é expressa em termos numéricos. As mobilidades relativas são calculadas baseadas no alelo mais comum, que é considerado 100 (ou -100 para locus catódicos). O sinal negativo assinala um alelo com mobilidade catódica.

A Frequência alélica: de um determinado locus é calculada usando a seguinte fórmula: Frequência do alelo A = 2 (frequência do genótipo AA) + (frequência do genótipo Aa)/2n, onde n= número de indivíduos estudados.

Estado                                         Esta tabela contém mais de 11,000 registos (um registo representa alelos num simples locus) de frequências alélicas para 800 populações/raças de peixe. A actualização desta base de dados em colaboração e utilizando referências identificadas por Skibinski et al. (1991) fará desta tabela o mais longo repositório de dados sobre variabilidade genética de peixes.

Gráficos                                      Podem ser criados vários gráficos a partir desta tabela que mostram:

 

·         A linha de correspondência entre heterozigotia esperada e observada (Fig. 44);

·         A relação entre conteúdo em ADN e ordem filogenética, de acordo com Fishes of the world (Nelson, 1994) (Fig. 42);

·         A relação entre o número de cromossomas e teor de ADN; e

·         A relação entre o teor de AND e a razão aspecto da barbatana caudal (Fig. 43 e Caixa 24).

Todos estes gráficos podem ser acedidos através da tabela GENÉTICA,activando a espécie. Em alternativa, pode seleccioná-los no menú Gráficos em Relatórios.

Fontes                                       As referências mais importantes utilizadas são Winans (1980), McAndrew e Magumder (1983), Macaranas et al. (1986, 1995), van der Bank et al. (1989) e Carvalho et al. (1991) Pouyaud and Agnèse (1995).

Atingir a cobertura completa das frequências alélicas e relatar a informação sobre peixes já publicada, é ainda um grande desafio, e envolve a resolução de problemas devido à falta de homogeneização entre publicações, o que impede ainda a associação de dados (Agustin et al. 1993, 1994).

Como Lá Chegar                      Chega-se à tabela ELECSTUDIES clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA, depois no botão Frequência Alélica. Aqui, é dada uma lista de populações estudadas, e clicando na localidade específica, aparecem detalhes do estudo específico.

Deste ponto, chega-se à tabela ELECDAT clicando no botão Dados De Electroforese. Uma lista de enzimas utilizadas aparece, e clicando numa enzima em particular, os detalhes sobre a mesma são fornecidos.

Um alelo é uma das várias formas alternativas de um gene específico

 
Chega-se à tabela ELECSUB clicando no botão Frequência Alélica no fim desta janela.

Agradecimentos                       Queremos agradecer a R. Brummett, A. E. Eknath, G. C. Mair, J. McGlade, D. Pauly, R. S. V. Pullin, and D. Skibinski, pelos seus conselhos  na estrutura e conteúdo desta tabela.

Referências                               Agustin, L.Q., R. Froese, A.E. Eknath and R.S.V. Pullin. 1993. Documentation of genetic resources for aquaculture - the role of FishBase, p. 63-68. In D. Penman, N. Roongratri and B. McAndrew (eds.) International Workshop on Genetics in Aquaculture and Fisheries Management. ASEAN-EEC Aquaculture Development and Coordination Programme, Bangkok, Thailand.

Agustin, L.Q., M.L.D. Palomares and G.C. Mair. 1994. FishBase: a repository of genetic information on fish. Poster presented at the Fifth International Symposium on Genetics in Aquaculture, 19-25 June 1994, Dalhousie University, Halifax, Nova Scotia, Canada.

Boyer, S.H., D.C. Fainer and E.J. Watson-Williams. 1963. Lactate dehydrogenase variant from human blood: evidence for molecular subunits. Science 141:642-643.

Carvalho, G.R., P.W. Shaw, A.E. Magurran and B.H. Seghers. 1991. Marked genetic divergence revealed by allozymes among populations of the guppy Poecilia reticulata (Poeciliidae), in Trinidad. Biol. J. Linn. Soc. 42:389-405.

Clayton, J.W. and D.N. Tretiak. 1972. Amine-citrate buffers for pH control in starch gel electrophoresis. J. Fish. Res. Board Can. 29:1169-1172.

Macaranas, J.M., N. Taniguchi, M.J.R. Pante, J.B. Capili and R.S.V. Pullin. 1986. Electrophoretic evidence for extensive hybrid gene introgression into commercial Oreochromis niloticus (L.) stocks in the Philippines. Aquacult. Fish. Manage. 17:249-258.

Macaranas, J.M., L.Q. Agustin, M.C.A. Ablan, M.J.R. Pante, A.E. Eknath and R.S.V. Pullin. 1995. Genetic improvement of farmed tilapias: biochemical characterization of strain differences in Oreochromis niloticus. Aquaculture International 3:43-54.

McAndrew, B.J. and K.C. Majumdar. 1983. Tilapia stock identification using electrophoretic markers. Aquaculture 30:249-261.

Nelson, J.S. 1994. Fishes of the world. 3rd edition. John Wiley and Sons, New York. 600 p.

Pouyaud, L. and J.-F. Agnèse. 1995. Phylogenetic relationships between 21 species of three tilapiine genera Tilapia, Sarotherodon and Oreochromis using allozyme data. J. Fish Biol. 47(1):26-38.

Ridgway, G.J., S.W. Sherburne and R.D. Lewis. 1970. Polymorphism in the esterases of Atlantic herring. Trans. Am. Fish. Soc. 99:147-151.

Selander, R.K., M.H. Smith, S.Y. Yang, W.E. Johnson and J.B. Gentry. 1971. Biochemical polymorphism and systematics in the genus Peromyscus. I. Variation in the old field mouse (Peromyscus polionotus). Studies in Genetics VI. Univ. Texas Publ. 7103:49-90.

Shaklee, J.B., F.W. Allendorf, D.C. Morizot and G.S. Whitt. 1990. Gene nomenclature for protein-coding loci in fish. Trans. Am. Fish. Soc. 119:2-15.

Shaw, C.R. and R. Prasad. 1970. Starch gel electrophoresis of enzymes - a compilation of recipes. Biochem. Genet. 4:297-320.

Skibinski, D.O.F., M. Woodwark and R.D. Ward. 1991. The protein diversity database. University College of Swansea, Singleton Park, Swansea, Wales and CSIRO Division of Fisheries, Tasmania, Australia. (MS). 16 p.

van der Bank, F.H., W.S. Grant and J.T. Ferreira. 1989. Electrophoretically detectable genetic data for fifteen southern African cichlids. J. Fish Biol. 34:465-483.

Winans, G.A. 1980. Geographic variation in the milkfish Chanos chanos. I. Biochemical evidence. Evolution 34(3):558-574.

Christine Casal e Liza Agustin

 

A tabela GENEDAT

Esta tabela procura ajudar à aplicação da genética na aquacultura moderna, e portanto, contém dados de hereditariedade e respostas à selecção. O melhoramento genético de peixes em cativeiro requer programas reprodutores que salientem características de grande importância económica (tais como taxa de crescimento, idade de maturação, qualidade da carcaça e muito mais). Os campos desta tabela são:

Campos                                      Localidade e País: refere o local onde a experiência foi realizada.

Características: é um campo de escolha que dá a característica fenotípica desejada para melhorar uma reprodução selectiva. As escolhas incluem: taxa de crescimento; idade da primeira maturação; tamanho de primeira maturação; número de ovos; tamanho dos ovos; peso dos ovos; sobrevivência dos ovos; sobrevivência larvar; resistência às doenças; comportamento; resistência a factores ambientais; peso com pele; qualidade da carcaça; conteúdo em gorduras; conteúdo proteico; conversão em alimento; modificações anatómicas. A cor e outras características não incluídas aqui serão mencionadas no campo comentários.

Média: Refere-se ao valor médio da característica investigada.

Unidade: Dá a unidade de medida de uma característica (ex. gramas, semanas, mm).

SD: Refere-se ao desvio padrão à média dessa característica.

CV: Refere-se ao coeficiente de variação de uma característica investigada e é definido pela fórmula CV=SD/média

A heritabilidade determina a probabilidade de uma característica passar ou não para a geração seguinte

 
Heritabilidade (h2): Refere-se à variância genética adicional na variação fenotípica total, i.e., irá a característica expressar-se ou passar para a descendência ou geração seguinte? Se a característica é suficientemente hereditária, a reprodução selectiva será bastante efectiva. no entanto se h2 é baixo, i.e., próximo de zero, significa que foram os factores ambientais que causaram a maior parte da variação, e por isso poucos ganhos genéticos serão obtidos através da selecção.

SE: refere o erro padrão da média da heritabilidade.

Método: É um campo de escolha múltipla que refere o método de calcular a hereditariedade. As escolhas são: análise sib; regressão descendência/progenitores; hereditariedade realizada; outros. Os métodos que não estão aqui incluídos, encontram-se mencionados no segundo campo de comentários.

Estudos de selecção: É um campo de escolha que refere se foram ou não realizados estudos de selecção.

Resposta (%): Dá a resposta à selecção expressa em percentagem.

Método: É um campo de escolha múltipla que refere o método de selecção. As escolhas são: selecção em massa; selecção individual; selecção sib; selecção familiar; selecção dentro da família; índice de selecção e selecção tandem; outros. Os métodos não incluídos aqui estão mencionados no terceiro campo de comentários.

Estado                                         Até à data, 200 registos de mais de 15 espécies e raças foram incluídas. A informação foi obtida de referências como Gjedrem (1983), Gjerde (1986) e Tave (1988).

Como Lá Chegar                      Chega-se à tabela GENEDAT clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Genética na janela BIOLOGIA e no botão Hereditariedade na janela seguinte.

Referências                               Gjedrem, T. 1983. Genetic variation in quantitative traits and selective breeding in fish and shellfish. Aquaculture, 33: 51-72.

 

ICLARM e FAO estão a criar um registo de raças

 
Gjerde, B., 1986. Growth and reproduction in fish and shellfish. Aquaculture, 57: 37-55.

Tave, D., 1988. Genetics and breeding of tilapia: a review, p. 285-293, In R. S. V. Pullin, T. Bhukaswan, K. Tonguthai and J. L. Maclean (Eds.). The Second International Symposium on Tilapia in Aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 15, 623p.

Christine Casal e Liza Agustin

A tabela Raças

Esta tabela, que permite documentar o ancestral das raças cultivadas de peixe, começou por ser desenvolvida para servir como REGISTO DAS RAÇAS DE TILAPIA, como recomendado pelo The second International Symposium on Tilapia in Aquaculture (ISTA II), 1987, Bangkok, Tailândia (Pulin 1988). Foi posteriormente aumentada de forma a abranger outras espécies utilizadas em aquacultura, como decidido nos artigos 7 e 10 da convenção da Diversidade Biológica (Unep), em colaboração com o Dr. Devin Bentlay da FAO. Ambas as organizações irão cooperar de forma a criarem nomenclatura padronizada de raças. Os dados genéticos, que incluem a história da população fundadora, gestão do stock e descrição dos caracteres distintivos das raças ajudarão na utilização e conservação das variações genéticas intraespecificas em aquacultura.

Campos                                      A tabela Raças inclui os seguintes campos:

Descrição das raças: Este campo é de facto idêntico ao campo Definição de Stock na Tabela Stocks. Designa o nome das raças e descreve o ano original de transferência e tamanho do stock fundador.

País: Refere-se ao país onde a espécie foi encontrada.

A FishBase pode incluir híbridos.

 
Código das raças: É uma combinação única de letras e três números. As primeiras duas letras são referentes às primeiras duas letras do género, as letras de 3 a 5 referem-se às primeiras três letras do epíteto específico, as letras 6 e 7 referem-se às primeiras duas letras da sub espécie. O número é sequencial. Para sub espécies desconhecidas, as letras 6 e 7 são XX. Para híbridos as letras 6 e 7são HX

Características: Um campo de escolhas múltiplas refere as características que distinguem as raças do stock fundador. As escolhas são as mesmas da tabela GENEDAT.

O tamanho do stock fundador: É dado como o número de elementos fundadores da população original.

Fêmeas: É o número de fêmeas fundadoras da população original.

Machos: É o número de machos fundadores da população original

Ano da primeira reprodução: Refere-se ao ano em que os fundadores do stock se reproduziram pela primeira vez.

Registo de “inbreed”: É um campo de escolha que diz se alguma vez ocorreu imbridação. “Inbreed” é definido como o acasalamento de indivíduos semelhantes.

Origem do stock fundador: É o local de onde o stock(s) fundador veio. O país é também indicado.

Código da raça de origem: Refere-se ao código de raça do stock de onde foram recolhidos os espécimes fundadores.

Ano de chegada: Refere-se ao ano em que o stock fundador chegou ao novo local.

Estado                                         Até à data, os registos das raças é apenas preliminar: Os registos não foram verificados e incluem apenas 70 raças de tilápia e carpa.

Fontes                                         Algumas das referências importantes utilizadas são Khater e Smitherman (1988), Pullin (1988), Pullin e Capili (1988), Komen (1990) e Eknath et al (1993).

Espera-se no futuro poder documentar todos os híbridos e melhoramentos genéticos de raças desenvolvidas para aquacultura, segundo o modelo de Trout Strain Registry de Kinca e Brimm (1994).

Como lá chegar                        Chega-se à tabela raças clicando no botão Biologia na janela Espécies, no botão Genética na janela Biologia e a janela seguinte apresenta a tabela RAÇAS.

Se as raças forem registadas para uma espécie particular, ao clicar no botão Biologia na janela ESPÉCIES, obterá uma lista geral das espécies e das raças cultivadas. Chega-se à janela BIOLOGIA depois de seleccionar uma raça particular.

Agradecimentos                       Agradecemos a Liza Augustin, Ambekar E. Eknath, Harold Kincaid, Wolfgang Villwock e Ulricke Sienknecht, pelos seus conselhos na estrutura e conteúdo desta tabela. Queremos também agradecer a Harold Kincaid por nos dar uma cópia registrada do programa National Trout Strain Registry.

Referências                               Eknath, A.E., M.M. Tayamen, M.P. de Vera, J.C. Danting, R.A. Reyes, E.E. Dionisio, J.B. Capili, H.L. Bolivar, T.A. Abella, A.V. Circa, H.B. Bentsen, B. Gjerde, T. Gjedrem and R.S.V. Pullin. 1993. Genetic improvement of farmed tilapias: the growth performance of eight strains of Oreochromis niloticus tested in different farm environments. Aquaculture 111:171-188.

Khater, A. A. and R.O. Smitherman. 1988. Cold tolerance and growth of three strains of Oreochromis niloticus, p. 215-218. In R.S.V. Pullin, T. Bhukaswan, K. Tonguthai and J.L. Maclean (eds.) The Second International Symposium on Tilapia in Aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 15, 623 p.

Kincaid, H. and S. Brimm. 1994. National Trout Strain Registry. U.S. Fish and Wildlife Service’s Division of Fish Hatcheries, National Fishery Research and Development Laboratory and Office of Administration - Fisheries, USA.

Komen, J. 1990. Clones of common carp, Cyprinus carpio: new perspectives in fish research. Agricultural University Wageningen, Wageningen, Netherlands. 169 p. PhD thesis.

Pullin, R.S.V., Editor. 1988. Tilapia genetic resources for aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 16, 108 p.

Pullin, R.S.V. and J.B. Capili. 1988. Genetic improvement of tilapias: problems and prospects, p. 259-266. In R.S.V. Pullin, T. Bhukaswan, K. Tonguthai and J.L. Maclean (eds.) The Second International Symposium on Tilapia in Aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 15, 623 p.

UNEP. 1992. Convention on Biological Diversity. United Nations Environment Programme, Nairobi, Kenya. 52 p.

Christine Casal e Devin Bartley

 

A tabela CULTSYS ( Sistemas de cultura )

As experiências de aquacultura necessitam de ser padronizadas

 
O conhecimento do desenvolvimento das culturas de peixe nos vários sistemas de aquacultura é útil para aceder a espécies úteis para a aquacultura e também para, identificar métodos próprios de aquacultura e sistemas de cultura para estas espécies.

O grande objectivo da tabela Cultsys é resumir dados de experiências de aquacultura. Esta tabela contém informação sobre sistemas experimentais e inclui parâmetros fisico-químicos, quantidade e qualidade dos nutrientes fornecidos e produção por espécies ( ver também tabela CULTSPEC abaixo ); providenciando um modelo pela qual os cientistas se podem guiar quando relatam experiências de aquacultura.

Campos                                      O nome do cultivo, estação ou instituto refere-se ao local onde a experiência foi realizada; detalhes sobre Latitude, Longitude e Altitude são referenciados.

Sistemas de cultura semi-intensivos são mais rentáveis

 
O Ano em que a experiência foi conduzida também é informado.

O tipo de aquacultura, se é um mono ou policultura também é especificado.

O sexo do peixe usado é classificado como: macho monosexo; fêmea monosexo; mistura.

Sistema de cultura I - Dá uma classificação geral do sistema de cultura e as escolhas são: Intensiva; Semi-intensiva; Extensiva e Experimental.

Sistema de cultura II - Dá uma descrição mais detalhada dos sistemas de cultura com as seguintes opções: lagos; sistemas integrados de cultivo em lagunares; efluentes (águas de excreção e residuais); campos de arroz; canais; tanques estáticos; silos; jaulas; barragens; represas; outras ( Ver descrição de sistemas de cultivo)

As principais fontes da água são classificadas

 
O número de Unidades de produção é dado, incluindo a Área (ha); Profundidade média (m) e volume das unidades  experimentais (m3).

O campo ( escolha ) Principais fontes de água descreve a principal fonte fornecedora de água. As escolhas são: água da chuva; nascente; rio/ribeiro; lago; reservatório; estuário; lagoa; oceano; água subterrânea; água da torneira; água arrefecida; efluentes; outros (ver Descrição de Sistemas de Cultura).

O campo fonte de água suplementar oferece as mesmas escolhas que no Campo principais fontes de água.

Os parâmetros fisico-químicos estão representados com valores para temperatura (ºc); salinidade (permilagem(p.p.t.)); pH; oxigénio (mg/l); saturação de oxigénio (%) e alcalinidade (mg/l CaCO3). Estão representados em campos de intervalo com limites superiores e inferiores, e na maior parte dos casos, a média ou moda dos valores disponíveis é calculada.

Descrição do sistema cultura É um campo de texto que descreve detalhadamente todo o sistema de cultura e a sua fonte de água.

Alimento principal: Tem três escolhas: Produção in situ; produção in situ mais alimento adicional fornecido; apenas alimento fornecido.

Qualidade de alimento : Refere-se ao teor de percentagem em proteína em peso seco.

Quantidade de alimento : Refere-se à quantidade total de alimento fornecido, em quilogramas de peso seco e húmido.

% BW/D é a percentagem de alimento fornecido em peso seco pelo peso húmido de peixe alimentado por dia.

A introdução de fertilizantes, de azoto e fosfatos é dado ou em Kg/ha ou em Kg/ha/d.

Descrição dos nutrientes introduzidos: É um campo de texto que apresenta uma descrição detalhada do alimento principal, incluindo composição da dieta, conversão de alimentos, etc.

Estado                                         Apesar do número de peixes cultivados (menos de 200) ser relativamente pequeno, existe um grande número de dados de aquacultura disponíveis em revistas, relatórios, etc. A entrada destes dados torna-se difícil pela falta de padronização  nas experiências de aquacultura. Estes constrangimentos estão a ser desbloqueados aumentando os esforços de documentação e padronização dos dados.

As experiências de Aquacultura precisam de um padrão

 
O USAID Pond Dynamics/Aquaculture Collaborative Research Support Program (PD/A CRSP) fez progressos consideráveis na padronização de experiências em lagos. Szypen (1992) e Agustin et al (1993) providenciaram formas de documentação para recursos genéticos para aquacultura.

Fontes                                         Até á data, a tabela CULTSYS contém mais de 300 registos de experiências de aquacultura para cerca de 10 espécies e raças, obtidos dos seguintes referenciais: Hopkins e Cruz (1982) Costa Pierce e Soermarwoto (1990) e Christensen (1994). A maior parte dos dados ainda não foi verificada. No entanto os dados de Costa Pierce e Soermarwoto (1990) foram introduzidos sob a supervisão do Dr. Barry Costa- Pierce e os campos foram revistos por ele. Da mesma forma os dados de Hopkins e Cruz (1982) foram verificados e analisados pelo Dr. Mark Prain (Prain, 1990, Prain et al. 1993) e foram introduzidos sob a sua supervisão. Outras séries de dados de aquacultura tais como os de Van Dam (1990) e de USAID Funded PD/A CRSP serão incluídos no futuro.

Como lá chegar                        Chega á tabela CULTSYS, clicando no botão Biologia na janela espécies, no botão Peixes para consumo na janela Biologia, depois no botão Aquacultura na janela seguinte que abrirá a tabela SISTEMA DE CULTURA.

Agradecimentos

Agradecemos a Liza Agustin pela sua contribuição nesta tabela e em versões prévias deste capítulo como membro da equipa da FishBase.

Referências                               Agustin, L.Q., R. Froese, A.E. Eknath and R.S.V. Pullin. 1993. Documentation of genetic resources for aquaculture - the role of FishBase, p. 63-68. In D. Penman, N. Roongratri and B. McAndrew (eds.) International Workshop on Genetics in Aquaculture and Fisheries Management. ASEAN-EEC Aquaculture Development and Coordination Programme, Bangkok, Thailand.

Costa-Pierce, B.A. and O. Soemarwoto, Editors. 1990. Reservoir fisheries and aquaculture development for resettlement in Indonesia. ICLARM Tech. Rep. 23, 378 p.

Christensen, M.S. 1994. Growth of tinfoil barb, Puntius schwanenfeldii, fed various feeds, including fresh chicken manure, in floating cages. Asian Fish. Sci. 7:29-34.

Hopkins, K.D. and E.M. Cruz. 1982. The ICLARM-CLSU integrated animal-fish farming project: final report. ICLARM Tech. Rep. 5, 96 p.

Prein, M. 1990. Multivariate analysis of tilapia growth experiments in ponds: case studies from the Philippines, Israel, Zambia and Peru. Kiel University, Kiel, Germany. 125 p. PhD thesis.

Prein, M., G. Hulata and D. Pauly, Editors. 1993. Multivariate methods in aquaculture research: case studies of tilapias in experimental and commercial systems. ICLARM Stud. Rev. 20, 221 p.

Szyper, J.P. 1992. A standard format for design and evaluation of pond experiments. Naga, ICLARM Q. 15(4):18-20.

van Dam, A.A. 1990. Multiple regression analysis of accumulated data from aquaculture experiments: a rice-fish culture example. Aquacult. Fish. Manage. 21:1-15.

Christine Casal e Roger S.V. Pullin

 

A tabela CULTSPEC (espécies cultivadas)

Uma vez que as experiências de culturas são geralmente muito lentas com mais de uma espécie, a produção por espécies é descrita nesta subtabela com um registo por espécie utilizada. Incluídas nesta tabela estão as práticas de stock, o período de cultura, a prática de pesca (colheita), a mortalidade durante o período de cultura e o rendimento total por ciclo de produção. Os campos estão abaixo descritos:

Campos                                      Taxa de stock: Refere-se à quantidade de peixe no início do período de cultura. As escolhas de unidades são: nº/m2; nº/m3; nº/m3/d; kg/m3. A taxa de stock apenas refere as espécies consideradas neste registo.

Stock total: Refere-se à biomassa total inicial das espécies consideradas em quilogramas.

Peso do stock: refere-se ao peso típico ou peso moda de um indivíduo em stock em gramas de peixe vivo.

Idade do stock: Refere-se à idade média do peixe no stock, em dias. A idade é importante, pois peixes velhos e atrofiados podem crescer muito devagar e podem começar a reproduzir-se ainda com tamanho muito pequeno.

A tabela CULTSPEC tem dados de experiências de policultura

 
Método utilizado para estimação: É um campo de escolha, que refere os métodos utilizados para estudos de crescimento. As escolhas incluem: plot Ford/Walford; v. Bertalanffy/Beverton; Gulland e Holt; regressão não linear; ELEFAN I e outros métodos.

Os parâmetros do crescimento de Von Bertalanffy (L¥, k) são os preferidos para medir o crescimento em comprimento. Serão descritos pormenorizadamente numa tabela separada (CRESCIMENTO POPULACIONAL “POPGROWTH”, neste volume).

Período de cultura: Refere-se à duração da produção de, por exemplo, juvenis até a um tamanho comerciável, em dias.

Prática de colheita: Tem cinco escolhas: Quantidade de cultura, stock contínuo e pesca; stock periódico e pesca; stock periódico e pesca contínua; variável.

Comprimento de pesca: refere-se ao comprimento modal ou típico de um peixe para colheita, em cm.

Peso de colheita (pesca): refere-se ao peso típico ou modal de um peixe para pesca, em gramas.

O campo Maturação: refere-se à quantidade de peixes maduros em período de colheita. As escolhas são: quase todos, alguns, nenhum.

Mortalidade (M%): refere-se às perdas em percentagem durante o período de produção, calculada do seguinte modo:

M% = (No - Nt)/No*100                                                ....1)

onde No é o nº de peixes no início, e Nt o nº de peixes no final do período de tempo t.

A Taxa anual de mortalidade (Z) é calculada do seguinte modo:

                            …2)

onde M% está definida, e Dt = período de produção em dias.

A Taxa de crescimento específico (%) é calculada do seguinte modo:

ln (peso da colheita - peso do stock) *100/período de produção

O rendimento bruto por ciclo refere-se ao rendimento total por ciclo de produção em peso húmido. O ciclo de produção aqui e mais abaixo, pode ter as seguintes unidades: kg/m2; kg/m3; kg/m3/dia; kg/m2/ano; kg/m3/ano.

O rendimento líquido é o rendimento bruto menos a biomassa quando em stock.

O rendimento extrapolado dá o rendimento bruto hipotético se as condições fossem mantidas e o período de produção durasse 365 dias.

Estado                                         Esta tabela contém presentemente 550 registos.

Fontes                                         Existe uma enorme quantidade de literatura que se refere à aquacultura. Extrair informação utilizável é muito difícil, pois existe uma falta de padronização nas experiências. É de notar que a maior parte das experiências desta tabela tratam de peixes de água doce.

Como Lá Chegar                      Chega-se à tabela CULTSPEC clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES, Peixes como alimento na janela seguinte, no botão Aquacultura na janela biologia, e no botão Espécies Cultivadas na janela sistemas de cultura. Da janela ESPÉCIES CULTIVADAS, obtêm-se informações detalhadas sobre produção clicando no botão Produção.

Agradecimentos                       Queremos agradecer aos Barry Costa-Pierce, Mikkel Christensen, Mark Prein e Anne van Dam por disponibilizarem os seus dados para distribuição através da FishBase e pelas suas sugestões em como melhorar as tabelas CULTSYS e CULTSPEC. Agradecemos a Liza Agustin, anterior membro da equipa da FishBase, pela sua contribuição para esta tabela e capítulo, enquanto elemento da equipa.

Roger S.V. Pullin e Christine Casal

Perfis de espécies de aquacultura

A equipa da FishBase tem tido dificuldade em apresentar, num formato conciso e padronizado, a informação principal

 

Pequenos textos sobre aquacultura

 
sobre o uso de espécies de peixes em aquacultura. Muitas vezes a literatura disponível não tem dados quantitativos,  protocolos, termos e unidades necessários para uma comparção directa. Além disso, esta bibliografia refere-se mais à investigação e tentativas de desnvolvimento do que a operações de cultivo já estabelecidas. Verificámos também que demorávamos muito tempo a descobrir e a resumir esta informação para introduzir nas tabelas CULTSPEC e CULTSYS. Assim, para alargar a cobertura de aquacultura na FishBase desenvolvemos perfis de espécies de aquacultura: pequenos textos até 1000 palavras para cada espécie, utilizando texto livre embora com uma estrutura padrão.

Apresentamos um exemplo para a tilápia, Sarotherodon melanotheron. Procuramos autores para escreverem um perfil para cada uma das espécies de peixe cultivadas em todo o mundo. Fotografias de peixes e operações de cultivo, etc. podem ser incluídas. Sugestões para melhorar o formato dos perfis e para a sua actualização são bem-vindas.

Exemplo de um perfil de espécie de aquacultura:

Nome científico: Sarotherodon melanotheron Rüppell, 1852.

Repare que em aquacultura existem 5 sub-espécies com diferentes características: Sarotherodon m. melanotheron Rüppell, 1852; Sarotherodon m. heudelotii (Duméril, 1861); Sarotherodon m. leonensis (Thys van den Audenaerde, 1971); Sarotherodon m. paludinosus Trewavas, 1983 and Sarotherodon m. nigripinnis (Guichenot 1861); descrições completas e sinónimos podem ser encontradas em Trewavas (1983).

Nomes comuns: Inglês- Black-chinned tilapia (um pouco confuso uma vez que os padrões de melanina na cabeça e corpo podem variar com a sub-espécie); Françês- carpe (também um pouco confuso; utilizado na Costa do Marfim).

 

O seu uso potencial para aquacultura foi ignorado

 
História: Utilizada durante séculos como alimento; encontrada em águas estuarinas africanas e nas áreas dulciaquícolas adjacentes (lagoas, braços de rio e reservatórios de água) desde o Senegal até ao antigo Zaire; peixe de aquarofilia popular, importado pela primeira vez para a Europa em 1907; o seu uso potencial em aquacultura foi ignorado até terem sido feitas recentes tentativas para a adaptação em aquacultura extensiva das altamente produtivas e tradicionais acácias (que atraem os peixes e fornecem abrigo e alimento em abundância, especialmente perifiton) onde são colhidas elevadas quantidades desta espécie (7-20 t × ha-1 × ano-1 de peixes com 20 a 560 g) (Hem e Avit 1996); outras tentativas de eclosão em tanques,  foram bem sucedidas, embora produzindo peixes pequenos com cerca de 50g (um dado indicativo de crecimento para tanques fertilizados e com alimento adicional, 0,5- 0,7 g × dia-1 até 25-35 g, produção annual líquida, 1.9-3.5 t/ha; tanques, 0,5 to 0,7 g×dia-1 até 50-60 g e 0,1-0,2 g × dia-1); estas tentativas, em Benim, Costa do Marfim e Nigéria utilizaram Sarotherodon m. melanotheron; trabalho recente na Costa do Marfim (Agnèse 1996; Gilles 1997) tem mostrado um crescimento muito mais rápido (mais do que 2 g.dia-1) em peixes provenientes de Dakar, Senegal, presumivelmente Sarotherodon m. heudelotii, ou Sarotherodon m. paludinosus; estes cresceram mais de 200 g em seis meses, com uma conversão alimentar (peso da comida fornecida : peso fresco do peixe colhido) de 1.7.

Estatísticas de produção: não disponíveis ainda.

Zona de cultivo: Região – África Ocidental, Área FAO África, Terrestre

Países: Benim, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal, e provavelmente outros nesta região, numa escala limitada.

 

Não conseguem reproduzir-se abaixo dos 20ºC

 
Clima e tolerância ambiental: tropicos, variação de temperatura natural 17-33°C; não conseguem reproduzir-se abaixo dos 20 a 23°C; ampla tolerância à salinidade, 0-45 ppt, preferindo 10-15 ppt; relativamente tolerantes a condições de acidez, crescem e reproduzem-se em pH de 3.5 a 5.2 sobre solos sulfatados ácidos (Campbell 1987; Trewavas 1983); falta informação sobre limites letais, estes e os limites de tolerância variam provavelmente entre sub-espécies e populações.

Métodos actuais de cultivo: Métodos de captura ainda em desenvolvimento; reproduz-se rapidamente em tanques, lagos e tanques; produção mensal de juvenis (1g) de 200.000 to 250.000 conseguida através de um sistema raceway; uma fêmea em postura produz 200-900 ovos; o tamanho na primeira maturação sexual varia com as populações, de 4.0-4.5 cm SL para populações pequenas até 13.4 cm; os machos tem cuidados parentais e incubam os ovos e larvas na boca; os juvenis alimentam-se essencialmente de plâncton (progressivamente mais zoo- do que fitoplâncton) detritus e larvas aquáticas; a dieta é a partir deentão omnívora, incluíndo detritus, (Pauly et al. 1988 quantificou esta detritivoria e comparou os parâmentros de crescimento), plâncton, invertebrados e material vegetal, especialmente perifiton; os juvenis aceitam prontamente alimento à base de flocos cereais, bolos de amandoim, rações e vitaminas (Campbell, 1987).

Métodos de crescimento em desenvolvimento para caixas, lagos e sistemas fechados; adultos aceitam prontamente produtos agrícolas sob a forma de pó, papa ou partículas (Campbell, 1987).

 

Podem entrar no mercado global de tilápias

 
Processamento e comercialização: Não existe informação disponível; infere que os produtos principais são frescos, peixe não arranjado inteiro ou fumado inteiro; produtos adicionais como filetes são esperados se os sistemas intensivos forem desenvolvidos; peixes grandes (>350g) e produtos adicionais podem entrar no mercado global de tilápias; os peixes pequenos são importantes em mercados domésticos.

Tendências futuras: Podem tornar-se importantes na aquacultura da África Ocidental, se os sistemas em desenvolvimento mantiverem as expectativas; com interesse para aquacultura estuarina noutras regiões dada a sua tolerância à salinidade; para isto serão necessários estudos adequados de impacto ambiental antes da introdução de tilápia devido a experiências anteriores negativas (Oreochromis mossambicus); através de documentação das características de diferentes subespécies e populações, e a sua utilização em programas de reprodução.

Referências                               Agnèse, J.F. 1996. La recherche au service du développement: l’exemple du programme GENETICS./Research for development: the GENETICS programme. EC Fisheries Cooperation Bulletin 9(3):15-17. (In French and English).

Campbell, D. 1987. A review of the culture of Sarotherodon melanotheron in West Africa. UNDP/FAO African Regional Aquaculture Centre, Aluu, Port Harcourt, Nigeria. Working Paper ARAC/87/WP/5, 20 p.

Gilles, S. 1997. Performances de croissance de trois populations differentes de Sarotherodon melanotheron. Paper (Abstract) presented at the First International Meeting on Population Genetics and Aquaculture in Africa, 1-4 April 1997, Grand Bassam, Côte d’Ivoire. Proceedings to be published in French and English by ORSTOM and the Centre de Recherches Océanographiques, Abidjan, Côte d’Ivoire.

Hem, S. and J.L.B. Avit. 1996. Acadja-enclos: un système d’exploitation piscicole extensive en Côte d’Ivoire, p. 48-55. In R.S.V. Pullin, J. Lazard, M. Legendre, J. B. Amon Kothias et D. Pauly (éds.). Le Troisième Symposium International sur le Tilapia en Aquaculture. ICLARM Conf. Proc. 41, 630 p. [English version available in p. 45-53 of the same conference proceedings series].

Pauly, D., J. Moreau and M.L. Palomares. 1988. Detritus and energy consumption and conversion efficiency of Sarotherodon melanotheron (Cichlidae) in a West African lagoon. J. Appl. Ichthyol. 4:190-193.

Trewavas, E. 1983. Tilapiine fishes of the genera Sarotherodon, Oreochromis and Danakilia. British Museum (Natural History), London. 583 p.

Roger V. Pullin

 

As tabela DISREF e DOENÇAS

As doenças são um grande problema em aquacultura intensiva, comércio de aquários; em baías poluídas, lagoas ou águas interiores. O computador pode ajudar a diagnosticar doenças de peixes, da mesma forma que ajuda na identificação de peixes (ver tabela LARVAS, Froese, neste volume).

Fontes                                         A tabela DISREF foi desenvolvida por Imke Achenbach e Rainer Froese (Achenbach 1990; Achenbach e Froese 1990). Contém 279 descrições de doenças ou estádios de doenças extraídos de mais de 200 referências. Cerca de 150 sintomas macroscópicos foram identificados e podem ser utilizados como critérios de diagnóstico. Foi já mostrado que a informação recolhida até à data pode ser utilizada no diagnóstico de doenças de espécies marinhas e de aquacultura do Hemisfério Norte. (Achenbach e Froese 1990)

Estado                                         Dois especialistas, Toshihiko Matsuato e Brian Jones, observaram parte da informação recolhida até agora e incorporámos as suas sugestões e correcções. No entanto, achámos que esta tabela ainda está num estado protótipo e não a recomendamos para uso rotineiro. Gostariamos que alguma instituição que trabalhe com doenças de peixes tomasse a responsabilidade, para esta tabela e para a seguinte - completamente ou para certos grupos de doenças - e sujeitasse as tabelas a um teste completo e as desenvolvessem.

A tabela doenças contém relatos de ocorrência de doenças. Para cada caso relata a espécie afectada, doença, país e localidade, ano, persistência, intensidade e mortalidade, e informação adicional. Contém 218 registos de 148 doenças relatadas para 38 espécies.

Como foi mencionado na tabela anterior, esta tabela ainda está num estádio protótipo e não é recomendada para uso de rotina. Planeia-se desenvolvê-la em colaboração com a FAO. Para mais informações contacte o projecto FishBase.

Como Lá Chegar                      Chega-se à tabela DISREF clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES, no botão Morfologia e fisiologia na janela BIOLOGIA, no botão Doenças na janela seguinte e no botão Mais informação na janela DOENÇAS.

Chega-se à tabela DOENÇAS, clicando no botão Biologia na janela ESPÉCIES e no botão Doenças na janela BIOLOGIA.

Rainer Froese e Imke Achenbach

Referências                               Achenbach, I. 1990. Aufbau und entwicklung eines recchnergestützten

Informationssystems zur Identifikation von Fischkrankheiten. Christian-Albrecht-Universität, Kiel. 58 p. Master Thesis.

Achenbach, I. And R. Froese 1990. Presentation of a database system for information on and diagnosis of fish diseases. ICES C.M.1990/F:72: 13 p.

Rainer Froese